Arquivo da categoria: Animação

Tagarelando Sobre Persona 5

Persona 5 é um bom jogo. Mas só “bom” não vai tão longe quando se considera um dos seus antecessores, Persona 3, uma das obras primas do mundo do videogame.

Mas seja como for, Persona 5 é um jogo que fez a lição de casa – mesmo que não tenha sabido como implementar ela.

Não deve ser segredo pra vocês que o conceito principal da série, e seu título, foi baseado no estudo da psicologia arquetípica de Carl G. Jung, a Persona que é um tipo de arquétipo análogo a máscaras que usamos durante o dia a dia para nos apresentar para o mundo ao nosso redor. Mas enquanto em outros jogos essa ideia de arquétipos não passava de uma nota de rodapé e de um pequeno contexto para as situações mirabolantes que os adolescentes que protagonizam essa série passam, Persona 5 NÃO CALA A BOCA SOBRE ARQUÉTIPOS. Trickster, cognição, subconsciente coletivo. Você vai ouvir essas palavras durante o jogo de novo e de novo até a exaustão e depois mais um pouco.

É de se esperar, afinal de contas é o Persona que saiu depois da publicação do Livro Vermelho, o famigerado livro dos sonhos de Carl Jung, que algumas pessoas teorizavam ser o motivo do esquema de cores desse novo jogo ser vermelho. Mas será que ele faz juz a essa expectativa que o jogo coloca sobre si mesmo?

Como eu gastei mais de 120 horas da minha vida em Persona 5 e como eu tinha altas expectativas pro jogo, eu quero fazer alguns artigos envolvendo alguns aspectos literários dele. Mas antes eu queria expressar um sentimento que eu tenho em relação ao jogo…

Persona 5 é uma sequência né? Não se preocupem não tem spoilers a seguir. Continuar lendo Tagarelando Sobre Persona 5

Resenha: Anime Saga – A Primeira Jornada

“Anime Saga é um jogo de entrada no hobby, leve mas com opções estratégicas interessantes”. HAUHEUAHEUHAUEHAUHEUAHUHAUHEUAHREUHAUEHUAHEUHA. Alguém embebedou a Ludopédia. Deve ter sido esse tal de Michael Alves. Continuar lendo Resenha: Anime Saga – A Primeira Jornada

Resenha: Attack on Titan – Deck Building Game

Attack on Titan – The Deck Building Game é um jogo cooperativo (com modo de jogo solitário) de construção de baralhos desenvolvido pela Cryptozoic e publicado em novembro de 2016, baseado na série de animação japonesa de mesmo nome que FAZ MEU CORAÇÃO PARAR TODA SEMANA.

Infelizmente o jogo não faz o meu coração parar do mesmo jeito que o desenho, mas ainda é divertido. Continuar lendo Resenha: Attack on Titan – Deck Building Game

20 Mulheres ALBT fictícias que inspiram a Felicia

Okay, eu sei que faz um tempo que o dia da mulher já passou, mas, ei! Antes tarde duke nukem.

Me inspirei num texto da Clarice do Ideias em Roxo e resolvi fazer uma lista de um monte de minas fictícias que eu curto pra caramba, mas a lista ficou grande demais, então eu fiz uma lista de personagens que me inspiram, e ainda assim ela ficou longa pra caralho, então eu encurtei mais ainda pra mulheres ALBT fictícias que me inspiram!

Isso inclui mulheres cis lésbicas, assexuais e bi/pan/poli/multi/omnissexuais, mulheres trans e pessoas transfemininas de todas as sexualidades, e pessoas com gênero fluído que passam boa parte do tempo se apresentando como mulheres.

E mesmo assim a lista ficou gigantesca. São 20 mulheres divididas em 16 itens e 4 categorias. E ainda tem mensões honrosas.

Antes de prosseguirmos com a lista, alguns esclarecimentos:
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Apropriação Transgênera

Falar sobre personagens transgêneras em videogames é algo extremamente complicado porque elas não existem.

A maior parte de vocês sabe que isso é provavelmente a coisa que eu mais faço nesse blog: Falar de personagens trans em jogos de videogame. Mas tirando o Krem, a Erica e a Sya, nenhuma dessas personagens é canonicamente transgênera. Na verdade eu tenho uma lista enorme de personagens das quais falar na coluna Trans In Games, mas sabem quantas dessas personagens são canonicamente trans?

Quatro…

Então porque eu falei de tantas outras personagens falando que elas são trans, sendo que elas não são canonicamente trans?

É algo que eu tenho pensado muito comigo mesma e com algumas amigas trans minhas. E acho que isso seria algo chamado de “Apropriação Transgênera”. E isso é uma coisa boa e necessária pra gente conseguir criar o nosso próprio espaço na comunidade gamer.

E se você for um homem cis vindo aqui dizendo que a gente não pode se apropriar das personagens, nem se dê ao trabalho de ler o resto. Vai fazer algo útil tipo alimentar seus bichinhos de estimação. Eles precisam de ti. A gente não. Continuar lendo Apropriação Transgênera