Arquivo da categoria: Metafísica

Liberdade no capitalismo tardio?

Eu estava escrevendo uma série de textos chamada “diar.ptx” um tempo atrás, e… Eles são textos péssimos. Extremamente reacionários e assustados com o mundo sem nenhum tipo de conclusão útil. É só eu tendo medo de viver.

Eu quero corrigir isso.

Eles vão continuar ali pelo bem do arquivamento e por me lembrar do quanto eu fiquei girando em círculos sobre minhas próprias convicções por simplesmente estar com medo. Mas vamos tentar fazer algo mais útil com isso.

Uma pessoa importante na minha vida me disse outro dia que eu to patinando. Não acertou exatamente o motivo das minhas patinações, mas me fez pensar… O que eu to fazendo de errado na minha vida? Porque parece que eu só to correndo atrás do meu próprio rabo a tanto tempo?

Eu achei que essa corrida tava acontecendo desde dezembro, mas na verdade começou em novembro, extremamente bem ilustrado pelo meu texto “não existe liberdade no capitalismo tardio – diar.pt1“. Irônico né? Em todo meu medo do que o capitalismo estaria fazendo pra me manipular eu fui manipulada, igual um patinho.

Se por algum motivo depois dessas eleições ou depois de qualquer evento traumático associado ao sistema que a gente vive fez com que você ficasse com medo de existir ou apavorada com qualquer coisa como eu fiquei, eu quero aproveitar essa oportunidade pra te pegar pelos ombros e dizer “Sai dessa. Tá tudo bem”.

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Lughnasadh 2019, Donkey Kong 64 & Visibilidade Trans

Sabe quando você está jogando um RPG medieval qualquer, e aí você chega num vilarejo aleatório e está tendo um “festival da colheita” cheio de jogos, brincadeiras, e quitutes deliciosos? Mas, principalmente, um campeonato que suas personagens provavelmente vão ser obrigadas a participar?

Talvez a sua narradora não saiba, mas isso provavelmente foi baseado numa celebração que os antigos irlandeses chamariam de Lughnasadh, que ainda acontece tradicionalmente no dia 1 de Agosto na Irlanda e outros lugares que herdaram essa cultura no hemisfério norte, ou no dia 2 de Fevereiro para neo pagãs do hemisfério sul.

E o Lughnasadh foi bastante especial esse ano, graças a Donkey Kong 64, sereias e um certo menino que adora soja.

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Apesar de tudo, jogos ainda são arte.

Eu to tentando falar sobre videogames como arte desde que a Thais Weiller publicou “Jogos Não São Arte” (texto que você provavelmente deveria ler), e eu queria muito elaborar um contra ponto pra mostrar o quanto eu discordo do seu ponto, mas, no final das contas, depois de 2 anos de deliberação, eu noto que ela está certa… Mais ou menos.

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Solstício de Dezembro de 2018

Esse post se trata da religião Wiccana. Mas também tem anúncios e esclarecimentos em uma segunda parte para a qual quem não tem interesse em religião poder pular só pra se manter atualizada.

Desde que a página do Facebook começou lá em 2015 eu tenho feito um leve trabalho de feitiçaria cibernética junto com esse projeto. Esse trabalho consistia em escrever textos na página para refletir sobre os 8 Sabbaths da Roda do Ano druídica e wiccana (algumas pessoas chamam ela de Roda do Ano Celta, mas eu não acho que seja possível afirmar o contexto histórico que justifique esse termo).

Esses textos haviam sido delegados ao Facebook, pois é um lugar casual onde eu não necessariamente preciso manter algum tipo de “tema”. Mas com um novo ano gregoriano chegando e a perspectiva da minha provável iniciação se aproximando, eu decidi que a conexão do meu trabalho profissional e acadêmico é importantíssima. Com o desejo de mudar algumas coisas por aqui, trago então esses textos também, que ao decorrer do projeto serão escritos conforme novos temas e reflexões sobre essas importantes épocas do ano forem surgindo.

Gostaria de lembrar antes de começar que as histórias que eu trarei aqui geralmente não fazem parte do consenso que as pessoas chamam de “celta”. Eu vou estar falando de vários mitos e interpretações que acabam fugindo das leituras clássicas de Gardner e Farrar porque a Roda do Ano é pra ser algo pessoal. Se algo que eu disser aqui ressoar contigo, mais poder pra nós. Se não, vida que segue e incentivo você a encontrar seus próprios mitos.

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Eu Sou Um Produto – diar.pt2

Sabem como eu tava planejando terminar o hiato do blog? Com um post sobre a ContraPoints, e consequentemente, sobre a Natalie Wynn, e fazer alguns comentários sobre o que a morte do autor significa na era do youtube. Mas com toda a minha paranoia sobre privacidade e objetificação (descrita aqui, leia antes de prosseguir, por favor), eu não acho mais que eu tenho qualquer direito de me meter no trabalho da Natalie. Porque ser uma mulher trans na internet…

Não.

Ser uma mulher trans em público é uma bosta.

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