Arquivo da categoria: Ensaios

Trivialização da morte e fantasias de superação

Eu tenho sentimentos muito intensos relacionados a bombas nucleares.

Isso pode soar um pouco ridículo, considerando que sou uma guria branca de 26 anos de idade que nasceu e viveu sua vida inteira no Brasil. Mas eu sempre sinto uma angústia muito profunda dentro de mim quando eu ouço falar sobre qualquer coisa envolvendo os ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki no final da segunda guerra mundial.

Acho, então, que esse seja o motivo pelo qual o primeiro filme de Godzilla, de 1954, me causa tanta catarse emocional.

Você consegue parar pra imaginar o horror que representa o Godzilla? Um monstro tão grande e poderoso que é capaz de destruir o seu lar e matar todas as pessoas que você ama pelo simples ato de andar.

Além disso ele é indestrutível. Revivido pelas monstruosas armas nucleares da américa do norte, não existe nada que o pequeno arsenal de defesa pessoal do povo japonês possa fazer. E mesmo assim, o povo japonês perdura.

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O Perfeito Equilíbrio do 20 de Março

Quando eu tava pesquisando quais jogos utilizar pra celebração do Equinócio de Março desse ano eu acabei esbarrando na maior coincidência possível pro meu trabalho mágico aqui no Blog.

No dia 20 de Março à 00:49 o Sol estará perfeitamente alinhado com a linha do Equador, criando o que nós chamamos de equinócio! Aquele momento do ano em que o dia e a noite têm o mesmo tempo de duração.

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Mas Naquela Época! Elfos, Fadas e Anões.

Orlando Bloom de peruca loira surfando uma escadaria com um escudo enquanto atira flechas certeiras num exército de orcs. Se Tolkien já havia solidificado uma ideia de elfos bastante particular na mente das leitoras de fantasia, Peter Jackson criou uma imagem ainda mais incrível na mente do público geral.

Elegantes, esguios, sem pelos faciais, extremamente atraentes e amantes de todas as coisas da natureza. Tolkien, Gygax, Jackson e todos os seus contemporâneos e sucessores resolveram representar elfos assim, como seres de luz e sabedoria que vieram de outro mundo. Romântico, não?
Mas essa não é a única forma de se representar elfos.

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Responsabilidade Mútua em Lughnasadh e RimWorld

Quando Aragorn, o legítimo rei de Gondor, reconquistou seu trono, houve paz e prosperidade. Simba trouxe de volta a abundância e a justiça para o reino da savana. Hamlet, Arthur, Caspian, Zelda, T’chaka, Vanellope. Todo rei e rainha que se prese precisa lutar pelo bem estar do seu reino, e garantir que ele prosperará em suas mãos responsáveis e não cairá nas garras do vício, da ganância e da… “maldade”.

Por mais problemáticas que sejam histórias do “verdadeiro rei aparecer e tudo ficar bem” sejam, há um elemento mitológico que torna as lições desse tipo de história em um tipo de verdade interna que podemos levar para nossas vidas.

Essas verdades internas podem ser chamadas de arquetípicas, e o que o arquétipo do rei que retorna ao seu reino depois de enfrentar grande perigo nos ensina que para termos prosperidade nas nossas vidas é necessário responsabilidade e sacrifício.

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Mas Naquela Época! Raças e o Trono de Ouro

Há MUITO tempo atrás eu escrevi duas matérias sobre como preconceito sexual surgiu na história do nosso mundo e como ele acabou sendo refletido de maneiras positivas e negativas dentro da Fantasia Medieval. E eu ia continuar o assunto explicando como Dragon Age lida com esse legado do nosso mundo para criar uma experiência muito diferente e refrescante.

Mas eu e Dragon Age terminamos o nosso relacionamento. Eu olhei pra todos os abusos incentivados pelo estúdio responsável pelo meu cenário de RPG favorito; olhei para o fato de que ele logo provavelmente será abandonado pela EA Games; olhei para todos os suplementos que ainda teriam que ser lançados para tornar Dragon Age um jogo verdadeiramente bom; e olhei pra Green Ronin simplesmente desistindo de esperar e lançando Fantasy Age no lugar. Olhei pra isso tudo e me senti obrigada a olhar nos olhos de Dragon Age e dizer “sinto muito, mas não tenho como continuar desse jeito”.

Nos abraçamos com um último beijo no seu rosto e partimos para onde os ventos pudessem nos levar.

Eu não sei onde Dragon Age está agora, mas eu me senti desolada depois do nosso término. Procurei e procurei por substitutos apropriados. Terry Pratchett? Shadowlord? Nada satisfazia o vazio ideológico deixado por Dragon Age. Então eu decidi tentar o impossível: Criar meu próprio cenário!

Depois de muitas noites mal dormidas olhando pra uma tela vazia do Word, eu finalmente consegui fazer… Algumas raças pra jogar com o sistema Modern AGE. E aí eu desisti de vez porque The Witcher apareceu como um bom substituto e eu não precisava mais fritar minha cabeça criando meu próprio cenário.

Mas aí eu pensei. Criar um cenário pode ser útil como exercício para analisar algumas problemáticas comuns dos mundos de Fantasia Medieval. Então, nesse texto, além de trazer pra vocês a problemática das Raças na Fantasia Medieval, introduzirei pra vocês O Trono de Ouro, uma fantasia da era das navegações sobre luta de classes e conflitos culturais.

E como eu comecei a escrever o cenário pelas suas dinâmicas raciais, acredito que esse seja o melhor ponto para começarmos nossa jornada.

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