Arquivo da categoria: Resenhas

Resenha: Ever Forward

Pode-se dizer que existem 2 tipos de jogos de Puzzle. Por um lado temos jogos como Tetris e Bejeweled: Jogos completamente abstratos onde você é recompensado com pontos ou power ups por fazer as combinações certas ou resolver problemas lógicos sem qualquer aplicação real. Às vezes esses tem uma pequena narrativa pra ilustrar as ações do jogo como algo menos abstrato, mas geralmente elas não são algo realmente necessário pros puzzles fazerem sentido, como em Puzzle Quest e Sushi Strike.

E por outro, temos jogos como Portal e Brothers: A Tale of Two Sons onde os puzzles servem de maneira direta à narrativa, e a narrativa serve de maneira direta aos quebra cabeças criando uma experiência emocional completa.

Eu acredito que o segundo tipo de jogo de puzzle é consideravelmente mais difícil de produzir. Um nível avançado de compreensão das técnicas de metalinguagem dos videogames é necessário pra que o jogo se torne uma experiência coesa, e eu acredito que Ever Forward é o melhor exemplo possível do que NÃO fazer quando se está desenvolvendo um jogo de puzzle narrativo.

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Resenha: Horse Girl, Entre Realidades

Horse Girl (“Entre Realidades” no Brasil) é um filme que estreou no sundance film festival em janeiro de 2020 e foi distribuído para exibição doméstica pelo Netflix recentemente.

Eu resolvi assistir ele por inércia. A minha namorada e o nosso colega de apartamento acharam o trailer intrigante e eu não queria ficar sozinha no quarto olhando pro teto.

Ele conta a história de uma mulher chamada Sarah que sofre de algum tipo de psicose que eu não sei identificar. Chegando no que parece ser o ápice da sua solidão gerada pela a sua inadequação social, a personagem começa a ter sonhos estranhos e acreditar veemente que é um clone da própria vó e está constantemente sendo abduzida por alienígenas.

Fica aqui meu Trigger Warning pra descrição de crises psicóticas.

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Resenha: Sistema AGE

A Adventure Game Engine (AGE) foi um sistema de RPG de mesa criado por Chris Pramas e publicado pela Green Ronin em 2010 como base para o Dragon Age RPG, publicado oficialmente no Brasil pela Jambô Editora.

E quem passou mais de 3 horas com os livros na mão tentando jogar ele sabe que, ao contrário do jogo eletrônico, o RPG de mesa não foi um jogo muito bem feito. Mas talvez essa pessoa não saiba que as edições seguintes do sistema são infinitamente melhores e muito, muito bem feitas.

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As várias origens de Godzilla – De 1954 a 2016

O ser imortal que a cada dois anos surgia das profundezas do oceano pacífico para espalhar terror (ou impedir o terror de se espalhar, é bem inconsistente) através do Japão morreu aquilo que parecia ser a sua morte definitiva em 1995 no filme Godzilla vs. Destroyah, mas um Deus, como sugere o nome do monstro (God, Deus em inglês), nunca realmente morre. Ele simplesmente torna às profundezas da Terra para acordar novamente.

A primeira aparição de Godzilla (originalmente, Gojira) na costa de Tóquio e nos cinemas de Nagoya aconteceu em 1954, e desde então foi criado todo um gênero de filmes de monstros gigantes cujo único semelhante em toda a ficção teriam sido os contos de dragões nos primórdios da história escrita. E bem como os grandes dragões orientais, o Godzilla é sábio, vingativo e efetivamente imortal.

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