Tutorial de Como Baixar Jogos de Graça

Você sabia que a Ubisoft é uma empresa comandada por predadores sexuais e abusadores psicológicos que não merecem um centavo do seu dinheiro?

Nas últimas semanas, todos os jornalistas de videogame que tem algum tipo de integridade profissional vem focando todos os seus recursos para investigar as alegações de violência física, abuso emocional e assédio sexual vindo de empregados e ex-empregados da Ubisoft, Take-Two Interactive, EA, Naughty Dog e sabe deus quem mais (sem nem falar dos crimes fiscais e de falsidade ideológica).

E nada disso é novidade, pra ser completamente sincera. A indústria do videogame é podre. Toda a cultura do videogame mainstream foi montada, desde o princípio, em cima de machismo, segregação, violência física e emocional, desrespeito aos direitos dos trabalhadores e consumidores, e, sim, abuso psicológico e sexual.

É realmente uma surpresa descobrir que uma indústria que se orgulha de pescar os jogadores mais psicologicamente vulneráveis pra arrancar todo o seu dinheiro seja liderada por abusadores e assediadores? Qualquer pessoa com 2 olhos e 1 cérebro podia ver o que tava acontecendo ali.

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Pais de Videogame e Masculinidade: Geralt e Kratos

Hoje é Yule, a noite mais longa do ano, onde o nascimento da Criança da Promessa coincide com a Caçada Selvagem de Odin.

Ano passado eu expliquei pra vocês os básicos do Yule e o que nós da Wicca celebramos no dia 21 de junho.[1] Mas pra quem não leu: Esse feriado se trata do nascimento da “Criança da Promessa”, onde celebramos as bênçãos da maternidade, da paternidade, e da união e amor familiares.

Naquele texto eu acabei expressando uma certa frustração por praticamente não existirem videogames sobre maternidade no mercado mainstream. Por outro lado, a Paternidade vem sido muito bem trabalhada nas últimas duas gerações. Parece lógico o motivo pelo qual isso acontece: A grande maioria dos desenvolvedores de videogame são homens e muitos deles hoje em dia tem filhos pequenos, e experiência pessoal suficiente com os desafios da paternidade que pode ser refletida nos seus trabalhos artísticos com exatidão.

Eu não sou pai nem mãe. Pretendo ter filhas algum dia na minha vida, mas eu estou muito longe da maturidade emocional e da condição financeira social para realmente criar uma criança. Entretanto, eu sou filha, já fui filho, e eu tenho pensando muito em como a relação com meu pai poderia ter sido diferente e mais sadia se ele visse os exemplos de pais que eu vejo nos videogames hoje em dia.

Spoilers de God of War III e God of War (2018) a frente.

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Naughty Dog e o Fascínio Com A Morte

Você já ouviu falar num livro chamado O Diário de Turner?

É horrível. Se você não leu ainda, considere-se abençoada. Esse livro vem sido usado como inspiração para ataques terroristas da extrema direita desde os anos 90 nos Estados Unidos, e é um resumo extremamente sucinto do que a essa visão política considera uma utopia, e o que é justo de ser feito para atingir essa utopia.

Tem resumos bem curtos e diretos sobre ele na internet [1] e esses resumos são todo o engajamento que você vai precisar ter com esse livro na sua vida inteira.

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Resenha: Horse Girl, Entre Realidades

Horse Girl (“Entre Realidades” no Brasil) é um filme que estreou no sundance film festival em janeiro de 2020 e foi distribuído para exibição doméstica pelo Netflix recentemente.

Eu resolvi assistir ele por inércia. A minha namorada e o nosso colega de apartamento acharam o trailer intrigante e eu não queria ficar sozinha no quarto olhando pro teto.

Ele conta a história de uma mulher chamada Sarah que sofre de algum tipo de psicose que eu não sei identificar. Chegando no que parece ser o ápice da sua solidão gerada pela a sua inadequação social, a personagem começa a ter sonhos estranhos e acreditar veemente que é um clone da própria vó e está constantemente sendo abduzida por alienígenas.

Fica aqui meu Trigger Warning pra descrição de crises psicóticas.

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Trivialização da morte e fantasias de superação

Eu tenho sentimentos muito intensos relacionados a bombas nucleares.

Isso pode soar um pouco ridículo, considerando que sou uma guria branca de 26 anos de idade que nasceu e viveu sua vida inteira no Brasil. Mas eu sempre sinto uma angústia muito profunda dentro de mim quando eu ouço falar sobre qualquer coisa envolvendo os ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki no final da segunda guerra mundial.

Acho, então, que esse seja o motivo pelo qual o primeiro filme de Godzilla, de 1954, me causa tanta catarse emocional.

Você consegue parar pra imaginar o horror que representa o Godzilla? Um monstro tão grande e poderoso que é capaz de destruir o seu lar e matar todas as pessoas que você ama pelo simples ato de andar.

Além disso ele é indestrutível. Revivido pelas monstruosas armas nucleares da américa do norte, não existe nada que o pequeno arsenal de defesa pessoal do povo japonês possa fazer. E mesmo assim, o povo japonês perdura.

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